O meu plano para a Liberdade Financeira

O meu plano de investimentos para a liberdade financeira está traçado. Quer dizer… até meio do caminho 😛 e já te explico porquê.

Comecei a investir há apenas dois meses. Ainda não é muito tempo nem envolve grandes quantias, mas optei por liquidar todas as dívidas primeiro, antes de pensar em investir.

Neste momento, o meu plano está definido até metade do meu valor FIRE, o FIRE Flamingo. Obviamente, que não é um plano estático, pode e deve sofrer alterações que isso fizer sentido para mim.

valor fire

Antes de irmos a contas, o valor FIRE é aquele número mágico que precisamos de ter investido para gerar rendimento suficiente para cobrir as nossas despesas anuais, sem depender de um salário. A partir deste momento, trabalhas porque queres, não porque precisas.

O que é a regra dos 4%?

Este conceito baseia-se num estudo feito nos anos 90, conhecido como Trinity Study, que teve como objetivo perceber que percentagem de um portefólio poderia ser utilizada de forma sustentável, ao longo de uma reforma tradicional, garantindo que o dinheiro não acabaria. Recorreu a dados históricos dos mercados financeiros e da inflação nos EUA.

A conclusão foi que, para um portefólio composto por ações e obrigações em diferentes proporções, é possível retirar 4% do capital por ano, ajustado à inflação, com 95% de probabilidade de sucesso durante 30 anos.

O sucesso desta estratégia depende essencialmente de 3 variáveis: a duração da reforma, a composição do portefólio e a percentagem retirada do capital inicial.

Como calcular?

Com base na regra dos 4%:

Valor FIRE = Despesas anuais x 25

Pontos importantes:

  • Para calcular as despesas anuais, deves ter em conta tudo o que precisas para viver, com valores realistas, e não valores mínimos de sobrevivência;
  • O valor FIRE não é um valor fixo para toda a vida, mas é um bom ponto de partida para começar.

O MEU VALOR FIRE

Defini o meu valor FIRE em 300.000€, considerando 12.000€ de despesas anuais.

O prazo para atingir este objetivo ficou em aberto, muito condicionado pelo objetivo atual que é a construção de casa, mas tudo aponta para os 25 anos.

Confesso que, neste momento, me parece uma imensidão de zeros e ainda demasiado distante, mas o ponto de partida está dado, que é o mais importante!

Distribuição do portefólio

Neste fase inicial, irei estar focada essencialmente na acumulação e em manter o processo simples. O meu perfil de risco é moderado/alto e os investimentos serão feitos mensalmente e de forma consistente.

Importa reforçar que estas são as minhas escolhas, ajustadas ao meu perfil, objetivos e preferências. Não são aconselhamento financeiro.

ETF Acumulativos – 65 a 75% do portefólio

A maior parte dos investimentos estará em ETFs acumulativos.

O núcleo do portefólio será um ETF global, o FTSE All-World, que por si só já é bem diversificado. Para complementar, poderei adicionar outros satélites, com o objetivo de aumentar a diversificação ou dar maior peso a um determinado segmento de mercado, por exemplo, ETC.

Nesta fase inicial, como tenho pouco dinheiro disponível mensalmente para investir, irei dar prioridade ao ETF global.

Escolhi a XTB como primeira corretora, porque tem custos reduzidos, permite investir montantes pequenos, a plataforma parece-me fácil de utilizar e é segura e regulada.

P2P – 15 a 20%

Uma parte ainda relevante estará em plataformas de P2P, com o objetivo de, para além dos aportes mensais, reinvestir também os juros, aproveitando o efeito do juro composto.

Atualmente, tenho conta apenas na Goparity, criada em 2022. Grande parte do dinheiro que lá está veio de vouchers e, desde então, tenho investido em novos projetos reinvestindo o valor dos juros e do capital devolvido.

O objetivo é também diversificar nas plataformas.

Criptomoedas – 5 a 10%

Considero as criptomoedas como sendo de alto risco, pelo que pretendo ter uma exposição limitada a, no máximo, 10% em Bitcoin.

Para já, também fica em stand-by.

PPR – 5 a 10%

Atualmente, tenho o PPR Agressivo da Optimize, que é reforçado mensalmente com um bónus que a empresa me paga pelo Coverflex.

Este não tem sido declarado no IRS, uma vez que a intenção era utilizar-lo para amortizar o crédito e, neste momento, também para a construção da casa.

Posteriormente, pretendo manter o PPR (este ou outro) e aumentar o valor anual que aloco aqui, para ter o beneficio fiscal à entrada.

Fundo de emergência

O Fundo de Emergência é mantido fora deste portefólio, mas não deixa de ser importante.

Para já, o objetivo é ter um FE equivalente a 3 meses de despesas mensais, mais o equivalente das anuais. No entanto, no futuro, pretendo aumentar esta almofadinha para 12 meses de despesas.

Conclusão

O plano para a Liberdade Financeira não é algo estanque. Passa sobretudo por termos uma estratégia clara mas adaptada à fase da vida em que nos encontramos.

Não será tudo perfeito, mas com consistência, consciência e tempo chegarei lá.

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