Os meses que antecederam ao meu primeiro investimento, oficial digamos, foram de aprendizagem. O mundo dos investimentos era (e continua a ser) relativamente novo para mim e, antes de colocar o meu dinheiro em “jogo” fui aprender mais.
O meu objetivo era fazer o meu dinheiro crescer, obviamente, mas também tornar o processo simples, de modo a não perder muito tempo com isto todos os meses. O que há, então, mais simples do que investir em ETFs? Provavelmente, pouca coisa.
E dentro destes? Um mundo!
Hoje, vamos mergulhar nos ETFs de acumulação e distribuição.
Diferença entre ETFs de acumulação e distribuição
Quando se fala em ETFs, há um detalhe importante que se deve ter em conta quando se pensa na estratégia: o que queremos que aconteça aos dividendos que são pagos pelas empresas.
Nos ETFs distributivos, os dividendos são distribuídos pelos investidores periodicamente. Esta periodicidade é previamente estipulada, podendo ser mensal, trimestral, semestral… Os valores dos dividendos são creditados na conta da corretora/banco, e o investidor decide o que quer fazer com ele – pode gastar, guardar ou reinvestir.
Nos ETFs acumulativos, os dividendos são automaticamente reinvestidos dentro do próprio ETF, ou seja, nunca passam pelas mãos do investidor. O investimento cresce em piloto automático, sem precisar de reinvestir manualmente.
E os impostos em Portugal?
Caso se opte por não englobar rendimentos, as mais-valias, juros e dividendos são tributados a 28%. E aqui não interessa se se recebeu muito ou pouco, se o dinheiro ficou na corretora, se foi reinvestido manualmente ou se foi levantado. É obrigatório declarar todos os ganhos.
É neste ponto que a escolha entre ETFs acumulativos ou distributivos é uma decisão estratégica, acima de tudo.
No caso dos ETFs de distribuição, os dividendos são sempre tributados em 28%. Ou seja, se se optar por reinvestir, só conseguimos fazê-lo com 72% desses rendimentos.
Já nos ETFs de acumulação, o cenário muda completamente: os dividendos são reinvestidos automaticamente dentro do próprio fundo. Ou seja, diretamente não estamos a receber dividendos, logo não há tributação. Em resultado, 100% do capital continua a trabalhar, o que potencia o efeito dos juros compostos.
Traduzindo, os ETFs acumulativos são uma opção mais eficiente caso o objetivo seja a construção de património, fazer crescer o nosso dinheiro. Já os ETFs distributivos fazem mais sentido quando o objetivo deixa de ser apenas acumular e passa a ser gerar rendimento para viver.
O meu plano de investimentos
Matematicamente, reinvestir automaticamente os dividendos é muito mais vantajoso do que receber os dividendos e depois reinvestir manualmente. Por isso, optei por escolher, para já um ETF de acumulação.
Mais tarde, num momento mais avançado do meu plano, sim, estou a planear começar a comprar ETFs distributivos, com o objetivo de gerar rendimento , enquanto os acumulativos se mantém a acumular capital.
Podes ler o meu plano para a Liberdade Financeira aqui.